Fraude em concursos: PCDF conclui inquérito e indicia servidores.

Máfia dos Concursos: PCDF conclui inquérito com indiciamento de ...
A PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal), que trabalhava na apuração na suspeita de fraudes em concursos públicos, concluiu inquérito policial e indiciou 30 pessoas que estariam envolvidas em manipulações de seleções públicas como o MPU, o STJ e a Secretaria de Educação.

A apuração do caso foi conduzida pela Cecor (Coordenação Especial de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) e confirmada ao jornal Metrópoles pelo delegado responsável pelo caso, Adriano Valente.
Lembra-se que, em 2019, cinco (5) servidores haviam sido exonerados do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por terem pago até R$ 85 mil na obtenção das vaga no órgão, através do concurso STJ em 2015.

O processo:
Em dezembro de 2018, servidores do STJ começaram a ser investigados na PCDF na 4ª fase da Operação Panoptes, por terem pago altos valores na aquisição dos gabaritos que garantiriam a aprovação no concurso de 2015 para a Corte.

A operação se estabeleceu devido à suspeita, pelo corpo técnico do STJ, após perceber um baixo desempenho dos servidores aprovados na referida seleção. Panoptes, nome dado à operação, faz referência ao monstro mitológico que tem 100 olhos.

Em julho deste ano (2020), a PCDF cumpriu quatro mandados de prisão e três de busca e apreensão, na quinta fase da operação, que ocorreu em Águas Claras, Santa Maria e na Asa Norte.

A operação que busca desmantelar a chamada Máfia dos Concursos já se encontra na quinta fase e foi responsável pela prisão e condenação de nove integrantes, os quais seriam as principais cabeças da quadrilha.

Não custa lembrar que a primeira fase da operação foi deflagrada em agosto de 2018, com a prisão de Hélio Ortiz, líder do grupo criminoso.

Em fases seguintes, mais 13 pessoas foram presas e ventilou-se, inclusive, a participação de um ex-funcionário da banca Cespe (atual Cebraspe), que foi preso preventivamente.

Os suspeitos:
Um dos alvos da operação, tido como membro do organização criminosa, foi responsável pelo aliciamento de candidatos a uma vaga na Secretaria de Educação Distrital.

O acusado estava preso temporariamente, mas teve sua prisão convertida em preventiva.

A irmã do membro acima citado é acusada da fraude no concurso STJ 2015 e também foi presa. Outros dois acusados receberam voz de prisão.

Trata-se de um técnico do MPU, suspeito de fraudar o próprio concurso em que foi aprovado, bem como uma monitora da Secretaria da Educação do DF.

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